Duas perguntas essenciais sobre como agir em suas redes sociais: Como e Por quê? (1/3)

Ultimamente, venho sendo questionado quanto às mudanças que aconteceram neste mundo hiperconectado…

E as redes sociais sempre rendem muito assunto, pois consistem em um tema ricamente explorado nas interações por aplicativos, diálogos ou mesas –  em lives ou meetings. 

Como sou usuário da Internet desde os tempos de conexões discadas, BBS e AmericaOnLine, consideram-me mais antigo que o Orkut – interrogando-me como se fosse um “ancião da tribo”. Talvez, com mais dez anos de uso, mande fazer uma jaqueta com as “logos” que povoaram, vieram, circundaram esse universo…  E morreram.

Inclusive, o desaparecimento dessas marcas e meios ajudaria a alertar aqueles usuários mais apressados em decretar a mudança final de nossas sociabilidades.

Sempre preciso lembrar meus amigos, em nossas conversas, que o mundo promove suas mudanças, forçando as tecnologias a acompanhar o ritmo das inovações sociais. Raramente, a simples introdução de uma tecnologia (por si só) produz a mudança desejada. Se fosse assim, todos os inventores ficariam ricos infinitamente – e ninguém negociaria suas patentes.

Muitas vezes, a necessidade antecede e determina o ritmo das invenções, bem como a sua disseminação. Outras vezes, é difícil explicar o porquê (ainda que alguns recorram a grupos de interesse, políticas públicas e, até, mentalidades ou religiões).

Agora, por exemplo, nesse momento de pandemia, “aulas on line”, “lives”, “home office” e diversos recursos, existentes desde a década de 90, tomaram conta das relações sociais e disseminaram-se – por necessidade ou velocidade, uma década depois.

A tecnologia estava lá, esperando a mudança.

Lembro-me,  aqui, que o filme “A Rede” (The Net, 1995) trazia a personagem Angela Bennett (Sandra Bullock). Angela trabalhava, recebia, comia, vivia sua existência sem encontrar ninguém – exceto seu analista. Ou seja, já existiam recursos técnicos para vivermos em home office por meses. Mas a necessidade turbinou e acelerou a mudança.

Há muitos outros exemplos. Cito, apenas mais um: carros elétricos ainda não se tornaram um padrão, mas existem há muito tempo. Em 29 de abril de 1899, em Paris, o primeiro veículo que conseguiu ultrapassar os 100 Km/h foi um carro elétrico.

Acontece que é muito fácil as pessoas olharem para as tecnologias de suas casas e, por acomodação, imaginarem que as coisas sempre foram assim. Mas nem essa sensação é real, foi devidamente disseminada. Se as pessoas soubessem, como alertou a economista Saskia Sassen, que a economia global não flutua no espaço cósmico, perceberiam que vivemos em cidades (locais, territórios, comunidades) e interagimos com pessoas por causa de nossa mútua dependência. São as pessoas que modificam a tecnologia – e não o inverso.

Aqui, aproveito para fazê-lo pensar  em um dos recursos mais instantâneos de nossas chamadas “redes sociais”. As fotos.

Como e por quê utilizamos fotografias e imagens em nossa sociabilidade?  Por qual motivo até mesmo robots, bots, perfis fakes e criminosos utilizam perfis como fotografias – e algumas vezes até clones de perfis?

Como usar, por quê preferir e de que forma utilizar este recurso?

Vou arriscar uma resposta, que faz parte desse nosso diálogo. Uma fotografia de um clube de futebol, um local, animais domésticos, tudo nesse universo atende às nossas necessidades sociais. Por isso, tome muito cuidado com as “selfies”, imagens e ícones que você agrega ao seu perfil – especialmente na liderança.

Recrutadores, profissionais de Recursos Humanos, compradores, vendedores e até mesmo amizades dependem, cada vez mais, de um cuidado amplo com as imagens e fotos. Elas precisam fazer parte de sua identidade e de seus valores.

Pergunte-se, antes de postar:

A foto representa bem o que está descrito na minha BIO? Fortalece sua imagem pessoal? Você e suas redes fora da Internet se identificam com esta foto? A expressão do rosto é percebida facilmente? Passa emoção? Você gosta da foto? Mandaria fazer uma moldura para colocar em um mural, ou mesa de porta-retratos?

Se a resposta às perguntas que listamos acima for “não” – comece a repensar suas fotos, imagens, ícones e até fotografias. Lembre-se de que suas redes sociais (e isso inclui o whatsapp e outros aplicativos de comunicação) existem por causa de uma necessidade.

E esta necessidade não é contar ao mundo que você existe. Para isso, basta o espelho, a rua, a esquina, ou qualquer outro lugar.

No próximo texto, vamos conversar sobre os milagres e as banalidades; os custos e os benefícios; os riscos e as oportunidades; as tristezas e as alegrias das fotografias.

E, finalmente, vamos concluir com um texto final dessa trilogia – por quê escolhemos falar de fotografias?

Vem e vê!

Rev. André Mello (pastor, revisor, escritor e aprendiz da Liderança Cristã)

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