“E, agora, para onde vamos?”

A resposta para essa pergunta – título de um famoso discurso do Rev. Dr. Martin Luther King Jr.  – é uma só:  Você precisa LIDERAR de novo.

Dr. King, em 16 de agosto de 1967, foi convidado para proferir um sermão na “Convenção Anual da Conferência da Liderança Cristã do Sul”, em Atlanta (Geórgia/EUA). Naquela ocasião, falou de comunismo e capitalismo. Falou também de conservadorismo e progressismo. Passados mais de 50 anos, as questões levantadas naquela época continuam atuais. Assim, como continuam atuais o racismo, os discursos de ódio e o espantoso número de 40 milhões de pobres nos Estados Unidos da América.

O número de 40 milhões foi citado pelo Dr. King em 1967. De certa forma, permanece. Continuamos, em 2020, com a cifra de 40 milhões de cidadãos norte-americanos vivendo abaixo da linha da pobreza (ganhando menos de 2 dólares por dia), recebendo menos de 300 reais por mês. Mas, apenas para esclarecer, os números não dizem tudo.  Nos EUA, a linha de pobreza pode ser maior e alcançar até 140 milhões de habitantes. Por exemplo, uma renda anual de US$ 11,7 mil (cerca de R$ 48 mil, por ano) seria insuficiente para manter um padrão de vida digno. Logo, falar de renda, sem considerar os padrões de vida é algo ilusório.

Para além da economia, quando as pessoas olham para um líder, olhos e ouvidos indagam por uma direção. “Para onde vamos?”. Líderes que apenas criticam, que não indica rumos, pessoas que apenas murmuram e praguejam, precisam ouvir esse sermão de Atlanta. Sistemas econômicos, filosóficos e políticos falham exatamente por não indicar caminhos. É preciso liderar, para além dos partidos e das facções.

“O que estou lhes dizendo nesta manhã é que o comunismo esquece que a vida é individual. O capitalismo esquece que a vida é social. O Reino da Fraternidade não se encontra nas teses do comunismo, nem nas antíteses do capitalismo, mas em uma síntese superior… que combina as verdades de ambos… E, se vocês me permitirem falar um pouco mais… Uma noite, um mestre das leis procurou Jesus – e perguntou o que precisava fazer para ser salvo. Jesus não se prendeu à abordagem do que se deve ou não fazer. Jesus não disse: “Agora, Nicodemos, pare de mentir”. ELE não disse: “Nicodemos, não cometa adultério” (…) Não disse:”Nicodemos, pare de beber”.  Ele disse algo completamente diferente, porque Jesus percebeu algo fundamental: se um homem for capaz de mentir, roubará. Então, em vez de simplesmente se deter em uma só coisa, Jesus olhou para ele e disse: “Nicodemos, nasça outra vez”.

Quando falamos em “Metanóia” – uma palavra do grego antigo –  μετανοεῖν, translit. metanoein é disso que estamos falando. Nascer outra vez, reconstruir, reestruturar.

Um líder cristão olha para além da história, para além da economia, para além da política, olha para uma síntese entre coletivo e indivíduo, olha para dentro de si e para o Universo. Ergue a cabeça, ouve o Senhor e entende: é preciso mudar as estruturas, é preciso mudar a si mesmo, é preciso liderar de novo. Como cantava o saudoso Sérgio Pimenta:  “Cada dia sempre novo, como novo nasce sempre o Sol”.

Rev. André Mello (pastor, revisor, escritor e aprendiz da Liderança Cristã)

Para ouvir:

https://kinginstitute.stanford.edu (discursos do Rev. Martin Luther King Jr.)

https://www.youtube.com/watch?v=7syldInkvNA (Como o nascer do Sol, de Sérgio Pimenta)

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