No que você acredita quando o assunto é igualdade, equidade e justiça social?

Além dos projetos incrementais que garantem a base de qualquer organização social, é vital investirmos em projetos evolucionários que expandam uma base cultural fundamentada na equidade e no amor ao próximo, assim proporcionando resultados iguais para pessoas diferentes tratando os diferentes de maneira diferente.

A complexidade está em incorporar as habilidades de resolução criativa de problemas as estratégias mais amplas de disseminação de ações que privilegiem a justiça social.  Para além disso, precisamos estar atentos ao enorme desafio que é sensibilizar e envolver as pessoas em novas formas de vivenciar o cuidado com o próximo e consequentemente com a sociedade.

Precisamos tomar cuidado para que as nossas convicções ideológicas ou inclinações políticas partidárias não se tornem maior do que a luta por equidade e justiça social. Para que os nossos desejos e crenças não se transformem em “ídolos”, ou o próprio fim em si mesmos, é necessário estarmos comprometidos de todo o coração com o respeito ao próximo e com a luta pela da vida.

Quando desviamos nossas mentes e corações do propósito maior, e perdemos tempo com argumentos que só servem para alimentar o próprio ego e promover a sensação de estar certo e o outro errado, nutrimos justamente aquilo que estamos nos propondo combater. Vamos focar realmente no que interessa!

Essa tão desejada mudança cultural não é possível ser feita apenas externamente, precisa ser uma construção coletiva que nasce no indivíduo. O primeiro passo para que seja possível lutar efetivamente por equidade e justiça social, é mudar o foco do “eu” para o “nós”, e abrir mão do que é “bom para mim” para “o que é o melhor para o bem comum”, “o que é melhor para o mundo”.

Você alguma vez já se perguntou, se a criança que você foi um dia se orgulharia do adulto que você se transformou?

Abrir os olhos para estas questões e ter coragem de responde-las sinceramente, nos faz perceber a importância de olhar para dentro de nós mesmos e percebermos o quanto somos a própria mudança que queremos ver no mundo.

Em linhas gerais, independente se você é de direita, de esquerda ou centro, se é evangélico ou ateu, se é gay ou hétero, não tem relevância um belo discurso sobre equidade e justiça social sem efetivamente fazermos algo prático que promova cuidado com o ser humano e realmente impacte nas necessidades dos pobres e marginalizados. Precisamos de coragem para transformar esse discurso em ações práticas que alcancem todas as pessoas.

Do que adianta termos fortes convicções a respeito de equidade e justiça social se ficarmos apenas “gritando” nas mídias sociais e não fizermos nada em relação aos mais necessitados, qual o proveito disso?

Como diz Rony Meisler: “Conselho é bom, exemplo arrasta”.

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