Direitos humanos apenas para humanos direitos?

Vivemos em uma cultura moderna, profundamente incoerente com os valores morais. De um lado acreditamos que devemos buscar igualdade e justiça para cada ser humano, e do outro lado, temos uma cultura que nos diz que nossos valores são produtos de preferências relativas e subjetivas.

E por qual motivo atualmente vivemos em uma sociedade assim? Eu creio que a resposta é que temos os valores em mais alto grau de relevância, mas não temos as bases morais para sustenta-los, uma vez que quando confrontados com alguma discordância, somos apenas capazes de gritar e desqualificar o outro.

Enquanto agirmos como se fossemos autossuficientes e definidores do próprio sentido da vida, do que é certo e errado e do que tem valor e o que não vale nada, estaremos expostos aos mais promíscuos desejos do nosso coração e assim continuaremos afogados em nosso vazio existencial.

Até quando diremos para os mais jovens serem verdadeiros consigo mesmos, lutarem por justiça social e terem coragem para sustentar esses valores, se somos incapazes de amar os diferentes e abrir mão da nossa vaidade?

Eu realmente não estou preocupado se você é cristão ou não, se a sua fé ou a falta dela é diferente da minha. O ponto em questão, é que você tem sido moldado pelo cristianismo desde a infância. Alguma vez você já se perguntou de onde vem o seu senso de moral? Provavelmente, ele não é baseado em culturas orientais ou antigas, que possuem suas bases relacionadas a honra e vergonha, onde a força, é o fator principal para as tomadas de decisão. Se você acha que a sua crença tem a força como principal elemento que norteia a vida, continue lendo este texto, pois ele é pra você.

O M.D., Ph.D Viktor Frankl, destaca que todos nós somos “servos da nossa consciência”, uma vez que a consideremos como modelo do inconsciente espiritual, e que para isso seja possível, é necessário que essa consciência seja algo diferente e maior do que o nosso próprio, eu.  Se Frankl não foi o suficiente para convencê-lo, que tal falarmos de Jung, que constatou que religiosidade é algo essencialmente instintivo. A questão que fica é: Que crença é essa para qual somos atraídos constantemente? Simplificando a questão, que tanto para Freud quanto para Jung foi objeto de estudo, o inconsciente “religioso” continua sendo algo que determina quem você é.

Assim como citado no livro de Samuel (I Samuel 3.2-9), existe uma força maior do que o seu próprio eu lhe chamando para a ética do amor cristão, mesmo que você não reconheça isso. Não estou falando de religião e sim de ciência.

Para que você possa entender aqueles que são verdadeiramente a favor dos diretos humanos, acreditam de fato na democracia e que igualdade e dignidade são para todas as pessoas, independentemente de classe social, etnia ou crença, tenha certeza que a ética deles é baseada no cristianismo. Você pode estar pensando que este conceito veio do Iluminismo, mas as convicções que guiaram essas pessoas até aqui, tiveram as suas raízes no cristianismo, você gostando ou não disso.

Quando falamos em sentido da vida, temos a convicção que ele pode e precisa ser encontrado por essa mesma consciência que orienta o indivíduo na tomada de decisão, logo, a fé é racional, e assim, somos capazes de agir em prol do que acreditamos e consequentemente encontrarmos sentido em tudo que experienciamos, com todas as nossa forças, e sem violência, mas sim, com amor.

Segundo David Bentley Hart, todo o ideal moderno de benevolência universal é uma ideia cristã, são frutos da bíblia. Se pensarmos que todos os avanços em direção a igualdade e respeito a vida, que tivemos como sociedade, foram baseadas no cristianismo, vide direitos humanos, sexo consensual, etc, podemos ter esperança de que mesmo muitas vezes resistindo chamado da ética cristão , o cristo não desiste de nós, e continuará a curar mentes e corações, e funcionará como um conservante das almas de todos aqueles que amam a Deus e ao próximo como a si mesmo.

Como reflexão final, deixo aqui o exemplo de Jesus Cristo, que mesmo tendo todo o poder, toda glória e todo o direto sobre a criação, abriu mão de tudo, se fez homem, se humilhou na cruz por amor a nós!

Se Cristo tivesse usado o mesmo critério do ditado “direitos humanos apenas para humanos direitos”, quantos de nós estaríamos aqui hoje?

Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra! (João 8:7)

Vamos em frente!

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